quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estudantes?

A notícia do ataque dos estudantes à imprensa que cobria o protesto na USP é do começo da semana, mas é sempre bom relembrar. Liberdade não vale para todos? No Comunique-se teve repercussão interessante.

O que os estudante fazem, sem dúvida, é o exercício de uma militância política. Isso é justo e perfeitamente compreensível, embora às vezes nem concordemos.

O que eu ainda não consegui compreender mesmo, é a causa. Lutar por uma causa é sempre um processo delicado e para poucos. Essa luta vem da práxis, ou seja, da vivência, e isso tem a ver com a dor, a angústia e a falta de perspectiva de vida.

Ultimamente o que tenho percebido, em especial nas redes sociais, são lutas isoladas, individualizadas, às vezes até pura massa de manobra criada por alguns mais espertinhos que querem recuperar algum prejuízo, e que seriam justas se não atrapalhassem a vida de outras tantas pessoas que nada têm a ver com isso. As pessoas parecem querer que a vidinha besta em frente ao computador faça sentido e querem lutar por algo, mas pelo quê?

Nesta toada, fica uma nítida impressão de que a consciência de classe exposta pelos estudantes da USP é uma forma de empréstimo de outras causas. O que os partidos operários e de extrema-esquerda fazem ali? O que os conservadores da direita vomitam nas páginas dos jornais, na esperança de formar uma opinião contrária ao protesto? A presença deles é justa em um ambiente democrático, mas é desqualificada quando mascaram suas ideologias em outras faces.

Volto a dizer: não está claro e fica difícil apoiar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Manca, claro, fui estudante (ainda sou... rsr), participei de movinento estudantil e procurarei ser imparcial. Ainda não ouvi os estudantes, tenho algumas impressões, principalmente de que é precipitado qq posição sem direitos iguais de esclarecimento, maaaas parece mesmo q Freud seria muito útil aqui, pronto, falei... rsrs

Anselmo

Mancuzo disse...

Pois é, Anselmo. Vamos preisar de muitos desses pensadores para compreender isto, porque o grau de abtsração para entender estas dinâmicas está cada dia maior.